A Descoberta do Efeito Solo

Efetivamente os projetistas de carros de competição estão sempre buscando novos princípios na área da engenharia que lhes proporcione uma melhor performance perante os seus rivais.
Colin Chapman e os 35 anos de atividades deste génio automotivo se concretizarão de forma magnifica, ele descobriu o efeito solo e o definiu em “algo para nada“.
Este homem raramente descansava, mesmo estando de férias, em Agosto de 1975 quando se bronzeava durante o descanso de sua família em Ibiza, sua mente plainava pela aérodinamica dos carros de competição, que haviam sido equipados com asas durante dez anos, só que apenas o fator asas penduradas sobre carros não saciava por completo Chapman, que persistia em haver outra forma de melhorar o desempenho dos bolidos, então começou a passar pelos seus pensamentos que o carro todo deveria ser uma asa.
Quando voltou das férias, Colin Chapman solicitou alguns estudos a serem conduzidos em um túnel de vento com escala de um quarto, usava um tapete móvel para simular o efeito de um carro se deslocando em velocidade sobre o solo. Um dos engenheiros envolvidos, Peter Wright já sabia os frutos que colheriam levando em consideração o fenómeno observado quando se realizavam testes na BRM e posteriormente em carros de passeio da Lotús.

Onde quer que a ideia realmente tenha nascido, os princípios do efeito-solo que se tornaram comuns nas corridas de F1, tinham sido lançados com o perfil da parte inferior dos carros moldados de forma a criar uma garganta, tiras flexíveis ou saias seriam usadas para reter o ar, fechando o espaço vazio entre as laterais do carro e o solo.

A marca Lotus, tanto fora quanto dentro da pista, estava em seu período mais obscuro, sem grandes feitos ou resultados em meados de 1975, no ano seguinte o carro seguiu um péssimo campeonato e estava longe de ser um vencedor, foi quando  Tony Rudd deu inicio ao projéto de um novo chassi para incorporar as ideias dele e Wrigth, que haviam desenvolvido no tunel de vento.
O Resultado foi o Lotus 78, o primeiro carro de efeito-solo da equipe, e estava pronto para ser testado, em Agosto e as escondidas pilotado por Gunnar Nilsson em Snetterton. O desempenho foi tão apreciável que o astuto Chapman optou por não utilizar ele nessa metade de campeonato, poupando o novo carro da Lotus para a próxima temporada, o motivo era o medo dele ser copiado por outras equipes, Colin guardou seu novo bolido para ser apresentado de surpresa na temporada de 1977.
Na temporada de estreia o carro poderia ter vencido o mundial, Mario Andretti obteve quatro vitórias, e acabou se envolvendo em dois acidentes, mas o grande inimigo do ano foi o motor e seus defeitos que Chapman nunca conseguia explicar, todos que batalharam pela evolução da Lotus foram recompensados com o titulo mundial de Mario Andretti no ano seguinte.
Foram dois anos marcados por feitos grandiosos da Lotus na F1, logo os principais nomes da engenharia dos Grandes Prémios estavam ambiciosos copiando a descoberta de Chapman, destes o que obteve mais êxito foi a Williams FW09 de Patrick Head, o carro tornou sonho em realidade para Frank Willians, levando sua equipe rumo ao sucesso.
Com o talento dos projetistas da Formula 1, a exploração do efeito-solo trouxeram grandes vantagens para as equipes, algumas que mesmo naquela época não tinham alternativa ao motor Cosworth DFV. O fato proporcionou uma resposta de imediato a ameaça dos motores turbo introduzidos pela Renault em meados de 1977.
Os carros tornaram-se tão eficazes que as curvas passaram a ser feitas em uma velocidade bem mais elevada, a FIA por sua vez interveio com as regulamentações de “Fundo Plano” que entraram em vigor no ano de 1984.
Colin Chapman havia morrido em Dezembro de 1982 e não pode protestar, o que certamente teria feito, ele se foi na mesma época que de forma desatinada os seus rivais tentavam seguir os passos deixado por esta lenda da historia do automobilismo.

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